Os doze Ramos Terrestres (地支, dìzhī) não são os animais do zodíaco popular — essa associação é apenas a superfície folclórica de um sistema muito mais denso. Cada ramo é uma configuração de qi terrestre e misto: carrega um elemento principal, uma polaridade (yin ou yang), uma estação, uma dupla-hora do dia e, sobretudo, as hastes ocultas (藏干, cánggān) — os Troncos Celestes escondidos em seu interior, onde reside a maior parte da profundidade interpretativa. Um ramo pode abrigar até três hastes ocultas, e é nesse estrato interno que se revelam tensões, recursos e vocações que a leitura superficial jamais alcança.
Sobre a polaridade de quatro ramos específicos — 子 (Rato), 午 (Cavalo), 巳 (Serpente) e 亥 (Porco) —, as escolas divergem de forma significativa: a corrente sequencial atribui-lhes polaridade pela posição na ordem dos doze ramos (yang ou yin alternados), enquanto a corrente da essência das hastes ocultas determina a polaridade a partir do Tronco Celeste dominante alojado em cada ramo. Ambas as leituras têm fundamento clássico; nenhuma deve ser descartada sem conhecer o contexto da escola utilizada.
Um detalhe calendário que muda tudo: o ano dos Quatro Pilares começa em Li Chun (立春, Início da Primavera, por volta de 4 de fevereiro), e não no dia 1 de janeiro nem no Ano Novo Lunar — datas que pertencem a outros sistemas de cômputo. Ignorar Li Chun é uma das fontes mais comuns de erro na construção de um mapa de BaZi.